Este Blog tem o propósito de exibir os trabalhos realizados na aula de Imagem, Análise e Prática, lecionada por Don Louro.

Criado por Camila de Paula Barros, aluna de Comunicação e Multimeios da PUC-SP.





segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Natureza da Linguagem

Nota-se que desde a origem do ser humano, o homem tenta se expressar ou representar de alguma maneira o que vive e sente, isso mostra que independente do momento histórico, o homem sempre possui um certo grau de raciocínio.

Antigamente o homem pintava nas paredes das cavernas o seu dia-a-dia, expondo suas idéias, hoje em dia o homem, apesar de mais evoluído, acaba se entregando à Indústria do Entretenimento, que acaba por consumir suas idéias, e manipulá-las.

Que cada ser possuí dentro de si um repertório todos sabem, mas ninguém sabe como surgem essas idéias. A respeito de idéias, Descartes acreditava que poderíamos comprovar nossa existência a partir do pensamento, por isso o seu famoso argumento: “Penso, logo existo”. Ele confiava no argumento, pois quanto mais ele duvidava, questionava ou desafiava, mais se tornava convencido de sua existência como uma coisa que duvida, questiona, desafia e pensa.

Mesmo com tanta convicção, Descartes não se deixava iludir, ele sabia que poderia estar enganado a respeito de sua existência como qualquer tipo de coisa, exceto como uma coisa que pensa, duvida, questiona e desafia. Mas erroneamente, Descartes tinha ênfase na certeza como fundamento do conhecimento.

No sentido cartesiano, a certeza é a incapacidade de estar sujeito a duvida, e realmente há coisas em que achamos impossível esse questionamento, uma delas é que possuímos antepassados, mas essa indubitalidade nos traz uma questão, pois não necessariamente sabemos o que foram os nossos antepassados.

Assim da forma cartesiana, devemos questionar o que vem a ser uma coisa que pensa, sendo necessária à experiência, a prática. Uma possível resolução desse problema seria se as coisas que pensam pudessem ser entendidas como máquinas especiais. Para isso, Newell e Simon sugerem que as coisas que pensam seriam melhor vistas como sistemas simbólicos físicos, como tipos especiais de Máquinas Turing, que podem manipular símbolos. Para eles os símbolos são como as letras do alfabeto, e afirmam que os sistemas simbólicos físicos possuem as condições necessárias e suficientes para serem inteligentes.

Há várias vertentes do pensamento, uma delas é que o pensamento precisa da linguagem, assim se a linguagem é um sistema de símbolos, então o pensamento requer um sistema de símbolos. Outra vertente é que pensar envolve a manipulação de sistemas de símbolos. A terceira vertente é de que os sistemas simbólicos têm capacidade de pensamento. Já a quarta vertente é de que uma coisa que pensa poderia ser sujeitada a teste direto.

Sistemas simbólicos podem ser entendidos como um sistema de símbolos, em que símbolos são padrões físicos que podem ocorrer como elementos de estruturas simbólicas, quando estão relacionados de alguma maneira física, assim como as línguas. Também podem ser entendidos como um sistema que tem a capacidade de manipular um sistema de símbolos no sentido que já foi definido, assim como usuários de uma língua. Apesar de receber o mesmo nome, notamos que seus significados são diferentes, isso comprova que as coisas podem ser semelhantes em alguns aspectos sem serem semelhantes em todos.

Para uma correta definição de um termo, temos um típico repositório de definições, conhecido como dicionário. Podemos substituir palavras já presentes numa sentença, sem que haja perda de sentido, de forma que se a sentença original é verdadeira, a sentença obtida pela substituição também será.

Com a utilização de um dicionário, observamos que uma única coisa pode ser expressada por uma grande quantidade de palavras. Quando a mesma palavra representa mais de uma coisa, definimos essa como ambígua. Já quando palavras diferentes podem ser usadas para representar à mesma coisa, diz-se que são sinônimas.

Assim, primeiramente, algumas palavras, frases ou expressões podem ser definidas por meio de outras palavras, frases ou expressões, que são finalmente definidas por meio dos originais. Em segundo lugar, novas palavras, frases ou expressões podem ser introduzidas com o propósito de ter o mesmo significado daquelas velhas palavras, frases ou expressões, em que esse processo de introduzir novas palavras deve continuar para sempre.

O significado de toda palavra, frase ou expressão numa língua fica dependente do significado das palavras, frases ou expressões primitivas.
Sem algum método que fixe o significado dos símbolos que são sujeitos à manipulação, não há garantia que qualquer deles representa coisa alguma. Então, o significado das palavras que ocorrem numa língua depende do significado das palavras que ocorrem no seu contraponto natural. E esses significados, finalmente, dependem de conexões entre mentes ou seus conteúdos e coisas que existem no mundo, para que haja sentido.

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